Os "Autênticos" do PMDB se reuniram em Brasília semana passada e
estudaram com seriedade a possibilidade de a ex-primeira-dama do Estado Dulce Miranda
ser a candidata a governadora do partido no lugar do marido, o
ex-governador Marcelo Miranda. O objetivo seria evitar o desgaste de um
possível debate judicial sobre a elegibilidade ou não de Marcelo.
Dulce é carismática, tem grande espírito de liderança, querida em todo o
Estado, articulada e com enorme trânsito político. Assim, ela, que hoje
é pré-candidata a deputada federal, seria uma candidata tão competitiva
quanto o próprio marido, avalia grande parte dos "Autênticos". De
quebra, o Tocantins teria uma dobradinha inédita com duas mulheres -
Dulce para o governo e Kátia Abreu ao Senado.
Uma estratégia política muito diferente daquelas a que o Estado está
acostumado, que faria o Palácio Araguaia pensar muito sobre como reagir.
Tornaria indispensável, por exemplo, que o governador Sandoval Cardoso
(SD) tivesse uma mulher em sua majoritária.
DOIS PROBLEMAS À VISTA
Contudo, a ideia enfrenta dois sérios problemas. O primeiro seria a
resistência do sogro de Dulce, o ex-secretário de Infraestrutura Brito
Miranda. Essa resistência dele é antiga, remonta ainda ao tempo em que
Dulce era secretária do Trabalho e da Assistência Social, e teve que
deixar o cargo porque "aparecia demais". Depois teve que ficar confinada
numa sala no Palácio "para não aparecer muito". Contudo, a
ex-primeira-dama, sempre deu seu jeitinho e conquistou seu espaço.
O outro problema seria o grupo do deputado federal Júnior Coimbra. Um
importante aliado do parlamentar foi quem trouxe a história ao blog -
que depois foi confirmada por um marcelista de grande trânsito. O
"coimbrista" classificou a intenção dos "Autênticos" de um "verdadeiro
golpe" contra o Júnior Coimbra.
Isso porque o acordo é que o grupo apoiaria a pré-candidatura de Marcelo
com a condição de que, não sendo ele, a vaga ficaria para o deputado

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